quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Qualidade de vida

Oi pessoal,

Hoje estava aqui de bobeira e após vários dias de chuva estamos com um bom dia de sol. Resolvi, então, dar uma voltinha pelo Parque Verde. Foram duas horas de um bom passeio. E resolvi contar para vocês que ISSO é qualidade de vida. É triste falarmos mal do nosso país, mas no Brasil não há como fazer o que eu acabo de fazer! Vamos aos fatos:

1) estava com minha carteira com dinheiro, documentos e tudo o mais;
2) corrente e colar de ouro;
3) relógio de marca;
4) roupas normais, um casaco novinho e um ótimo tênis;
5) tablet;
6) câmera profissional DSLR.

E preocupação: ZERO.

Andei por locais semi-desertos, andei por ruas de pedestres (fui à Baixa comprar uma palmilha para ajudar na minha tentativa número 100.000 de conseguir correr! Mas esta é outra novela...), andei por ruas desertas, andei pelo parque, andei por baixo de passarelas, andei por passagens (túneis) para pedestres, andei bastante. E meu índice de preocupação o tempo inteiro foi ZERO.

E vi algumas dezenas de turistas com máquinas tão boas ou até melhores do que a minha, gente com mochilas nas costas (claramente estrangeiros), gente com seus bebês nos carrinhos maneiros e super-modernos, crianças brincando com helicópteros de controle remoto e outras com grandes carrinhos também de controle remoto, gente deixando seus excelentes celulares sobre as mesas nos bares que há às margens do rio Mondego para ir ver a paisagem, crianças brincando às dezenas nos parquinhos ao longo do rio, gente andando de bicicletas caríssimas (na minha opinião, mais do que o futebol, o esporte nacional em Portugal é o ciclismo! E eles investem pesado nisso...), gente correndo, gente caminhando, gente simplesmente contemplando a paisagem. Enfim, gente de todo os tipos, e com a única coisa em comum sendo a completa e total tranquilidade e paz ao aproveitar um dia de sol num parque lindo, limpo e seguro.

Quantos há com esta descrição no Brasil?

Vale a pena mencionar que havia um rapaz brincando (ou melhor, no idioma local: a brincar) com seu cão - uma raça parecida com um Fila, mas menor e mais poderoso fisicamente - junto ao rio. E fiquei ali por alguns momentos a observá-lo. Caramba, que legal o cara lá atirando galhos (enormes!!) para o cão buscar na água cristalina do rio. E depois ambos a correr junto da margem na maior paz. (detalhe, eu fiquei sobre a ponte de pedestres olhando para baixo por uns 15 minutos. E sem olhar sobre os ombros ou me preocupar em ser abordado durante todo o tempo)

Alguém tem coragem de deixar seus cães entrarem em rios nas cidades brasileiras? Isto é, se conseguirem chegar até as margens devido ao entulho...

E uns poucos metros ao lado estavam umas 20 pessoas preparando o seu material de canoagem para mais uma sessão de remo nas tardes conimbrenses, enquanto as gaivotas e os patos fazem revoadas sobre todos...

ISSO é qualidade de vida.

Abs

Coração

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