quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Alentejo I (Badoca Park)

Oi Pessoal,

Depois de um certo tempinho de rabos presos nesta terra, finalmente resolvemos esticar as pernas e viajar um pouco. Escolhemos um lugar onde queríamos ir há um tempão especificamente para levar nossa Princesinha: o Badoca Park. O nome é estranho mesmo (Badoca era o nome da primeira girafa que veio para o parque), mas o modelo é conhecido: é um local onde a maior parte dos animais fica solto e nós passeamos entre eles em carros/tratores para vê-los em "ambiente selvagem". Como uma espécie de safari, mas em terras lusitanas. Além deste tipo, há também animais presos em cativeiro, como macacos, chimpanzés, vários tipos de aves, tigres e animais de fazenda (inacreditável ter que ter este tipo de 'exposição', mas como muitas crianças hoje em dia não conhecem sequer uma vaca...).

O parque fica em Santo André, pertinho de Sines e de Santiago do Cacém, no Alentejo. São 90 hectares de parque, custa 17,50 euros por adulto e 13,50 para crianças. Além da entrada, se quiser fazer parte da alimentação dos lemures, paga-se à parte (em tempos normais, 12 euros, mas fora de temporada, 6 euros), assim como se quiser descer 'as corredeiras' em uma espécie de barco, são 2 euros (mas pode-se descer várias vezes). Funciona de 9:30 até 18:30 no verão e 17:00 fora de época. Tem ainda outras modalidades que não exploramos, tais como fazer parte da equipe que alimenta todos os animais do parque e etc. 

Bem, e aí, vale a pena? Depende! No nosso caso, não, acho que não valeu a pena. Fomos para lá BASICAMENTE para ir ao parque e aí é meio decepcionante. Se estiver na região ou morar em Lisboa (fica a 1:30h de distância), beleza, vá, passeie e volte. Nós fomos e ficamos em hotel, com todos os custos e etc, e o passeio não é estas coisas todas. É divertido, sim, mas a execução de um ótimo projeto em tese não foi tão bem feita. 

O passeio de safari propriamente dito dura menos de 1 hora e só pode ser feito uma vez. Claro que não há como prever onde os animais estarão, mas o trator que puxa nosso 'trailer' não tem acesso a todo lado no parque, então, por exemplo, as girafas, uma das principais atrações, nós vimos de MUITO longe (nas fotos abaixo parecem perto, mas isso foi graças à minha lente de 400mm!!!!). Além disso, em muitos locais ele apenas passa, praticamente sem parar. E não há como quem está de um lado do trailer ver direito os animais que estão do outro lado e como ele não 'gira' o trailer, ficamos meio sem ver algumas coisas. Ademais, o trailer é apertadinho, logo não conseguimos nos movimentar dentro dele direito... uma pena, pois a ideia é ótima. 

Outra ideia ótima, mas mal executada. Há um pavilhão de araras onde elas estão soltas, nós é que entramos e circulamos por lá. Só que são umas pouquinhas araras e o pavilhão está mais para 'pavilhinho', sendo pequeno demais para os bichos voarem de verdade, daí que elas ficam com cara de paisagem apoleiradas e em uns 2 minutos entramos e saímos. 

Os macacos e primatas são de chorar... ficam em um lugar bem afastado (anda-se, viu? Vá preparado!) e, apesar dos 90 hectares do parque serem amplamente arborizados, estão em uma área sem NENHUMA ÁRVORE. É triste de ver... há sombras, mas não há árvores. E os macacos estavam com aquela cara triste, isolados, no sol ou se apertando nas sombras. Com tantas árvores e espaço em volta deu até raiva de vê-los daquele jeito. 

A nossa Princesinha curtiu um bocado, embora não tanto quanto imaginávamos. 

A parte muito legal foi a interação com os lemures (viu Madagascar? Pois é, são aqueles bichinhos fofos...). É curtinha (uns 10 a 12 minutos), mas os bichos vêm comer na nossa mão (ou cabeça!) e é interessante como experiência. Bem legal.

No geral, nota 6 para a experiência que poderia ser 10 se fosse bem executada. 

Ah, o povo leva milhões de comidas para fazer verdadeiros picnics lá dentro. Deixam tudo no carro e na hora da fome vão lá buscar e entram novamente sem problemas. Nós, trouxas, acreditamos na história do site de que há inúmeros restaurantes e lanchonetes lá dentro e não levamos nada. Há UM restaurante e UMA lanchonete, mas sem nada de agradável, além de caro. 

As fotos dão uma ideia MELHOR do que a experiência pessoalmente foi. De todas as formas, fica o registro.

Abs

Coração.
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(google translate - sorry for the MANY mistakes)

Hi guys, 

After a little time on this earth arrested tails finally decided to stretch my legs and travel a bit. We chose a place where we wanted to go ages ago specifically to take our Little Princess: The Badoca Park. The name is even stranger (Badoca was the name of the first giraffe came to the park), but the model is known, is a place where most of the animals gets loose and we strolled among them in cars / tractors to see them in "the wild". As a kind of safari, but Lusitanian lands. Besides this type, there are also trapped in captivity, such as monkeys, apes, several types of birds, tigers and farm animals (unbelievable to have to have this kind of 'exposure', but how many kids today do not even know a cow ...). 

The park is located in Santo André, close Sines and of Santiago do in Alentejo. EUR 17.50 per adult and 13.50 are 90 acres of parkland, costs for children. Beyond the entry if you want to be part of the diet of lemurs, pay yourself apart (in normal times, 12 euros, but off-season, 6 euros) and if you want to get off 'the rapids' in a kind of boat, are 2 euros (but you can get off several times). Runs from 9:30 until 18:30 in summer and 17:00 off season. Still have not explored other modalities, such as being part of the team that feeds all the animals in the park, etc. 

Well, then, worth it? It depends! In our case, no, I do not think it was worth it. BASICALLY went there to go to the park and that's kind of disappointed. If you are in the area or live in Lisbon (is 1: 30h away), beauty, look, walk and turn. We went and stayed in the hotel with all costs and etc, and the ride is not all these things. It's fun, yes, but running a great thesis project was not as well made. 

The safari ride itself lasts less than 1 hour and can be done only once. Of course there is no way to predict where the animals are, but the tractor pulling our 'trailer' has no access to everywhere in the park, so, for example, giraffes, one of the main attractions, we come from VERY far away (in photos below seem close, but it was thanks to my 400mm lens !!!!). Furthermore, in many places it just passes almost without stopping. And there's no one who's right next to the trailer to see the animals that are on the other side and how he did 'spins' the trailer, we see no means a few things. In addition, the trailer is snuggly, just could not move us in the right ... it's a shame, because the idea is great. 

Another great idea, but poorly executed. There is a pavilion where macaws they are loose, we do enter and circulate there. Only a few are pouquinhas macaws and the pavilion is more 'pavilhinho', being too small for the animals fly true, then they are faced with apoleiradas landscape and about 2 minutes into and out. 

Monkeys and apes are crying ... are in a very remote place (walk up, see? Go prepared!), And despite the 90 acres of the park are largely wooded, are in an area with NO TREE. It's sad to see ... there are shades, but there are no trees. And the monkeys were with that sad face, isolated, in sun or clenching the shadows. With so many trees and space around gave up angry to see them that way. 

Our Little Princess likes a bit, though not as much as we thought. 

The really cool part was the interaction with the lemurs (Madagascar saw? Well, those are cute pets ...). It curtinha (about 10-12 minutes), but the animals come to eat in our hand (or head!) And it is interesting to experience. Pretty cool. 

Overall, note 6 to the experience that could be 10 if executed well. 

Ah, the food takes millions of people to make real picnics there. Leave everything in the car and hungry will get there and come back with no problems. We, backpacks, we believe in the story that there are numerous restaurants and eateries there site and do not take anything. There is a restaurant and a snack but nothing nice, and expensive. 

The photos give a better idea of than  the experience was personally. All forms, is the record.

Coração
















































































6 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  2. Tive que excluir por problemas técnicos com o blog... se puder postar novamente, agradeço.

    Coração

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  3. Essa foi a pergunta do João:

    "Parabéns pelo blog!
    As informações são bastante elucidativas.
    Irei (com esposa e filha) fazer mestrado em direito na UC e o blog tem nos ajudado sobremaneira, pois temos visões semelhantes.
    Embora as postagens sejam antigas, percebi que vocês ainda respondem às perguntas e, por conta disso, vou arriscar algumas.
    Minhas dúvidas principais seriam:
    1) há exigências de quais vacinas para morar/estudar em coimbra?
    2) Há alternativa/opção (e é viável?) para quem não tem PB-4 (tipo seguro viagem internacional), pois pretendemos viajar pelos países vizinhos e já estaríamos cobertos também fora de Portugal?
    3) Podemos solicitar o visto em qualquer consulado do Brasil (ou quando chegarmos em Portugal) ou obrigatoriamente somos vinculados a um consulado de acordo com o nosso endereço?
    4) No arrendamento do apartamento, existe alternativa viável à exigência de fiador (não teremos ninguém para assumir tal encargo)? É comum dispensarem o fiador?
    5) O resultado da minha seleção ocorreu apenas em outubro e não temos condições de viajarmos de imediato para Portugal (questões burocráticas e pessoais pendentes). É possível iniciar o curso somente no próximo semestre? Se possível, tem conhecimento do procedimento?
    Agradecemos imensamente as informações, e, se possível, a atenção às nossas perguntas. "

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    1. Oi João,

      Vou responder aqui – mas vou colocar também cópia no blog, porque pode ser útil para outras pessoas também, ok?

      Brigadim. Os posts são mesmo antigos. Em um certo momento enchi o saco de ficar sempre escrevendo. Sei que ajuda imensamente às pessoas (e ao longo de todos estes anos temos sempre que possível ajudado àqueles que chegam por aqui a “se acharem” no meio do caos de uma mudança tão grande), mas por outro lado dá um trabalho enorme e, acredite, muitas vezes nos traz problemas. Enfim, o blog segue no ar e, sim, sempre que podemos vamos respondendo às perguntas, portanto, não seja tímido e pode “disparar”!

      Vamos às suas dúvidas:

      1) o calendário vacinal do Brasil é praticamente idêntico ao Português, portanto, estando com as vacinas daí em dia, não há que se preocupar com isso. Atenção especial à vacina do tétano, porque eles são obsessivos com esta vacina por aqui. Se não tiver o comprovante direitinho, terá que tomá-la novamente – e dói pacas!

      2) Sem o PB-4 vocês terão problemas EM PORTUGAL. Salvo se começarem a contribuir aqui como qualquer coisa – e as contribuições previdenciárias para autônomos aqui são de lascar! – não conseguirão ser atendidos em posto de saúde ou qualquer outro lugar que não seja emergência – neste caso atenderão, mas, ao menos em teoria, poderão cobrá-los dos custos a posteriori. Nada agradável. O aspecto internacional da saúde, sim, pode ser solucionado com seguros privados específicos para as datas em que estarão fora – nós mesmos já fizemos isso logo no início, antes de termos nossos cartões de saúde europeus. Não é muito caro – por uma semana em Paris, por exemplo, lembro de termos pago algo como uns 50 ou 60 euros há vários anos. O que um conhecido nosso faz é ter um cartão de crédito brasileiro (no caso dele um VISA gold internacional) em que, ao comprar passagens aéreas com o tal cartão, o seguro de viagem é grátis. Até hoje tem funcionado para ele – e olha que o caboclo viaja pacas! kkkkk

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    2. 3) O consulado da sua área é vinculante, portanto, não acho que possa pedir o visto em qualquer um deles. NÃO deixe para pegar o visto aqui após chegarem... esse tempo já passou e há GRANDE risco de serem barrados no aeroporto e deportados. Venham com o visto ou não venham. Em geral os consulados aí são atenciosos com casos de urgência (grossos no trato, mas atenciosos no problema).

      4) Até hoje vivemos em apartamentos alugados e nunca tivemos fiadores. Todos os brasileiros que conhecemos ao longo destes sete anos também viveram em apartamentos sem fiadores, portanto, não seria minha maior preocupação. Claro que há os intransigentes, mas há seguro fiança bancário e, ainda mais comum, 3 meses de caução se não houver outra forma ou se o apartamento que deseja for tão excelente que não possa escolher outro. No geral, não é um problema.

      5) Não acho que isso seja possível, porque a coisa não funciona em semestres como no Brasil. Mas não posso garantir, porque cada curso é bastante diferente do outro e as faculdades têm bastante autonomia. Minha melhor sugestão seria ligar diretamente para a secretaria da faculdade onde foi aprovado e, após informar que está ligando do Brasil (senão vão te deixar penando na linha um tempão!), perguntar sobre alternativas no seu caso. Outra opção a considerar é vir, assinar o que tem que fazer, conversar com os professores que, ocasionalmente têm boa vontade com casos de estrangeiros, depois voltar para o Brasil – e depois regulariza as provas e etc. Há casos que já vimos assim, mas não em Direito... por isso é importante falar com o pessoal lá – mas vai morrer na propina anualmente. Mas, de novo, o melhor é ligar para a secretaria e perguntar. Detalhe, NÃO seja o brasileiro típico inquisitivo ao perguntar (o que gera IMENSA resistência e má vontade por parte do portugueses médios) e tenha ENORME paciência para superar os limites (quase mentais) dos funcionários que se apegarão a todos os entraves burocráticos que houver no Manual antes de conseguirem olhar para o seu problema com uma ótica além do treinamento básico que eles tenham. Acredite, é exasperante, mas você consegue!!! Força!!!

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    3. 6) É importante ter em conta a idade da sua filha e se deverá ou não estar matriculada em uma escola (se tem 6 anos ou mais, obrigatoriamente, sim). O ano letivo já começou há cerca de 1 mês e isso pode impactar o caso dela. E não se esqueça da vacina do tétano! kkkk

      Claro, João, espero ter ajudado e, se ainda estivermos por aqui quando chegarem (o que é muito provável), adoraríamos encontrar para um chopp (ou dois, ou três, ou quatro...).

      Abs e boa sorte

      Coração

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